Posts Taggedconstrução sustentável
Produto sustentável é uma exigência crescente do consumidor
Em dezembro de 2004 o presidente mundial da GE, Jeffrey Immelt, determinou que todas as áreas da empresa — da fabricação de turbinas aos serviços financeiros — deveriam se engajar na criação de produtos ambientalmente corretos. Esta matéria publicada no portal da Revista Exame revela que a estratégia vai além de uma simples ideologia ecológica mas é uma questão de sobrevivência num mercado em formação que cresce a cada dia de consumidores conscientes. Leia mais!
Add comment Junho 11, 2008
Pense Verde
Principais reportagens e colunas publicadas pela Revista ÉPOCA sobre meio ambiente e ecologia.
Add comment Junho 5, 2008
Cidade sustentável e uma vida mais saudável
Nossos descendentes dependem de uma decisão e ações imediatas nossas. Não dá mais para cruzar os braços e ficar vendo a poluição contaminar a atmosfera terrestre e o pulmão humano devido à insensatez e o descaso de quem acha que não tem nada a ver com isso. Todos têm responsabilidade e todos podem contribuir. Basta ter coragem para querer.
Por Gilmar Dall´Stella e Ana Cristina Stabelito
No século 18, a população humana atingia 900 milhões de pessoas. No século 20, este número passou de 1,5 para 5 bilhões de pessoas. E neste século 21, de 6 bilhões atuais está caminhando para mais de 10 bilhões de seres humanos.
Mais gente quer dizer maior urbanização. No Brasil, por exemplo, foi no século passado que o país mais se urbanizou. A evolução do crescimento da população urbana, conforme a tabela abaixo, é bastante significativa. Segundo estimativas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), somos quase 170 milhões de brasileiros e chegamos ao ano 2000, com 81,2% da população brasileira morando em áreas urbanas e 18,8% vivendo em áreas rurais. Ao contrário do que acontecia na década de 50, quando 63,8% viviam no campo e 36,2% nas cidades.
CRESCIMENTO DA POPULAÇÃO URBANA NO BRASIL
|
ano |
população |
percentual |
nº de municípios |
|
2000 |
137.755.550 |
81,2 |
5.507 |
|
1990 |
110.875.826 |
75,5 |
4.491 |
|
1980 |
82.013.375 |
67,7 |
3.991 |
|
1970 |
52.904.744 |
56,0 |
3.952 |
|
1960 |
32.004.871 |
45,1 |
2.766 |
|
1950 |
18.782.891 |
36,2 |
1.889 |
Fonte: Censos Demográficos IBGE
No mundo, a urbanização varia na casa dos 80% a 90% da população. Estudos revelam que a elevada capacidade de absorção de calor de superfícies urbanas como o asfalto, as paredes de tijolo ou concreto, as telhas de barro ou de amianto, a falta de áreas revestidas de vegetação, a impermeabilização dos solos pelo calçamento e o desvio da água por bueiros e galerias – que reduzem o processo de evaporação –, a concentração de edifícios – que interfere na circulação dos ventos –, a poluição da atmosfera – responsável pela retenção da radiação do calor, causando o aquecimento da atmosfera (efeito estufa) –, a utilização de energia pelos veículos de combustão interna, pelas residências e pelas indústrias, aumentando o aquecimento da atmosfera, tem sido uma das principais causas de chuva ácida que, por sua vez, traz sérios prejuízos à saúde humana, aumenta a acidez dos lagos, faz clareiras – matando árvores e provocando o desmatamento e a destruição de florestas – e prejudica a agricultura – contaminando e enfraquecendo o solo.
Um resumo da Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento colocou em foco questões como o desenvolvimento sustentável, o combate à pobreza, a mudança de padrões de consumo, a promoção da saúde, a proteção da atmosfera, o uso de recursos do solo, o combate ao desmatamento, a detenção da expansão dos desertos, a proteção de ecossistemas, a diversidade biológica, o lixo sólido, os rejeitos radioativos.
Diante deste cenário, emerge uma nova consciência e ações concretas para o surgimento, pode-se assim dizer, de cidades sustentáveis. A arborização urbana é um exemplo. Ela, que exerce função ecológica – melhoria do ambiente urbano – e estética – de embelezamento das vias públicas e, conseqüentemente, da cidade – tem se tornado pauta de discussões municipais com a finalidade de revitalizar as cidades.
As árvores trazem contribuições significativas para a melhoria da qualidade do ambiente urbano. Algumas delas são citadas a seguir:
a. a purificação do ar pela fixação de poeiras e gases tóxicos e pela reciclagem de gases através dos mecanismos fotossintéticos;
b. a melhoria do microclima da cidade, pela retenção de umidade do solo e do ar e pela geração de sombra, evitando que os raios solares incidam diretamente sobre as pessoas;
c. a redução na velocidade do vento;
d. a influência no balanço hídrico, favorecendo infiltração da água no solo e provocando uma evapo-transpiração mais lenta;
e. o abrigo à fauna, propiciando uma variedade maior de espécies, conseqüentemente influenciando positivamente para um maior equilíbrio das cadeias alimentares e diminuição de pragas e agentes vetores de doenças; e
f. o amortecimento de ruídos.
A poluição dos veículos, responsável por 13% das emissões de gás carbônico, que aquecem o planeta, é outro resultado da desenfreada urbanização. Mas fontes alternativas de combustíveis já estão sendo implementadas em alguns países, podendo-se afirmar que estamos no início da Era Pós-Petróleo.
A futura tecnologia dos veículos será limpa e, mais importante, renovável. Para o professor Luiz Pereira Ramos, do Centro de Pesquisa em Química Aplicada do Departamento de Química da Universidade Federal do Paraná (UFPR) existem mais vantagens no biodiesel em relação a outros combustíveis alternativos, principalmente por sua aplicabilidade. Ele pode ser implantado rapidamente, sem a necessidade de qualquer atualização tecnológica ou ajuste do motor que equipa o setor de transportes coletivos, cargas e insumos. Também na opinião do pesquisador da Unicamp, a tecnologia do biodiesel tem vantagens que não se limitam às questões ambientais: ele pode desenvolver atividades agrícolas em regiões que hoje não têm nada.
Uma recente publicação na revista Época (nº 450, de janeiro de 2007) mostrou a reforma que o biólogo César Pegoraro e sua mulher, Fabiana Lobo, fizeram em sua casa para gastar menos recursos do planeta, abrindo clarabóias no teto para melhor usar a luz natural. A matéria também destacou que, em 2006, mais de 100 mil novas residências instalaram aquecimento solar para chuveiro, piscina e sauna, alcançando ainda uma redução de custo na ordem de 20% a 25%.
Em recente entrevista a Jorge Pontual, do Rio Caney Fork, no Tennessee o ex-vice-presidente de Bill Clinton (EUA), Al Gore, falou sobre seu filme “Uma Verdade Inconveniente”, que retrata a visão dos cientistas sobre as reais condições ambientais do planeta, e destacou pontos importantes sobre as ações individuais, governamentais e não-governamentais para uma reversão do cenário atual.
Concluindo: cada um de nós tem sua responsabilidade, sua parcela de contribuição, sua missão para a criação de um mundo mais saudável e justo. Não dá mais para se viver inerte à realidade, esperando que as coisas mudem, que os outros mudem estas mesmas coisas que, por ilusão, imagina-se não terem a mínima relação conosco. E elas estão cada vez mais próximas de nós, por mais distante que muitos ainda acreditem estar. Por isso, é preciso se conscientizar deste contexto e saber como agir de forma natural ou antinatural. Seja em casa, no transporte, no ambiente de trabalho ou onde quer que seja, nossas ações influenciam os nossos destinos. Mais do que isso: elas influenciam os destinos de nossos filhos e netos, das nossas futuras gerações.
Pensar sobre isso é urgente – uma rápida e eficaz avaliação sobre os hábitos de vida. Mas agir é fundamental se quisermos perpetuar a raça humana.
Add comment Maio 13, 2008