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Produto sustentável é uma exigência crescente do consumidor

Em dezembro de 2004 o presidente mundial da GE, Jeffrey Immelt, determinou que todas as áreas da empresa — da fabricação de turbinas aos serviços financeiros — deveriam se engajar na criação de produtos ambientalmente corretos. Esta matéria publicada no portal da Revista Exame revela que a estratégia vai além de uma simples ideologia ecológica mas é uma questão de sobrevivência num mercado em formação que cresce a cada dia de consumidores conscientes. Leia mais! 

Add comment Junho 11, 2008

Revista Orgânica tem foco em estilo de vida

A redação do Organicshop agradeçe a Revista Orgânica pelas duas edições enviadas. Aproveitamos para elogiar a sessão Estilo Orgânico que fala sobre o estilo de vida de personalidades, como Tande e Lisandra, Marcos Palmeira, Cássia Kiss, as atletas Beatriz e Bianca, entre outros. A sociedade carece de exemplos de estilos de vida saudáveis, sustentáveis e socialmente justos. Parabéns pela iniciativa.

 

 

Add comment Junho 8, 2008

A indústria dos orgânicos não se restringe aos alimentos

Saiba um pouco mais sobre isso na matéria de Fernanda Tambelini publicada na Revisa Pequenas Empresas Grandes Negócios (232).

 

Add comment Junho 7, 2008

Produtos orgânicos e sustentáveis mudam o rumo do mercado

Quando se fala em orgânicos logo vem à mente: alimentos orgânicos. Mas já se ouve por aí termos como calça orgânica, casa orgânica, brinquedo orgânico. Também não se deve pensar que o conceito está restrito à “não utilização de agrotóxicos”. Ele ganha cada vez maior abrangência, considerando-se fatores como o desenvolvimento sustentável, a responsabilidade social e, é claro, a saúde.

por Gilmar Dall´Stella e Ana Cristina Stabelito, em 27/mai/2008

Uma pesquisa do Instituto Akatu, divulgada no mês de março, revelou que 74% dos brasileiros querem comprar produtos que não degradem o meio ambiente. Por definição, produtos sustentáveis são aqueles que ao longo de todo seu ciclo de vida – da fabricação ao descarte – não agridem a natureza. É lógico que é difícil um material atender a todas as exigências contidas nessa trajetória. Mas a ampliação da consciência do consumidor sobre a importância dos produtos com esta característica faz com que as redes varejistas adotem políticas diferenciadas para atrair e atender este novo nicho de mercado.

O Wal-Mart, por exemplo, tem metas ambientais. Seus diretores querem zerar a produção de lixo em suas lojas e ter supermercados abastecidos só com energia renovável. O grupo brasileiro Pão de Açúcar vai inaugurar em junho sua primeira loja verde, com reciclagem de lixo, menor consumo de energia e uma seleção de produtos ecologicamente corretos. O Carrefour está começando a rastrear alguns produtos de seus fornecedores para eliminar práticas que causem prejuízos ao meio ambiente.

Durante o período da Revolução Industrial (segunda metade do século 18), em que a população mundial contava com aproximadamente 900 milhões de pessoas, o objetivo maior era modernizar o parque industrial para produzir mais. Na época, não havia lugar ou consideração para as questões ambientais. Até mesmo porque se acreditava que o aumento da produção para atender as necessidades humanas era o caminho para se alcançar o bem-estar social.

 

O aumento populacional no século 20 – o mundo passou de 1,5 bilhão para 5 bilhões de pessoas – reforçou esta idéia. Era imprescindível e urgente investir em tecnologia para ampliar a produção e atender a um mercado cinco vezes maior num curto espaço de tempo. As questões ambientais podiam esperar. Pelo menos é o que pensavam os governantes, empresários e trabalhadores.

 

Porém, hoje, início do século 21, as conseqüências do desrespeito e de um processo produtivo prejudicial ao meio ambiente são claras e visíveis. E as soluções precisam ser adotadas tão urgentemente como foi o processo de produção desenfreado de pouco mais de cem anos atrás. Além disso, a saúde humana e o desenvolvimento social estão fazendo com que as empresas não só reestruturem seus processos produtivos, mas criem produtos para uma nova demanda mercadológica chamada “qualidade de vida”. Tudo isso para atender agora a uma população que caminha para os 10 bilhões de habitantes na terra.

 

No livro The Wellness Revolution (A Revolução do Bem-Estar, ainda inédito no Brasil), o consultor americano Paul Zane Pilzer afirma que a indústria do bem-estar cresce sem parar e movimentará, só nos Estados Unidos em 2010, um trilhão de dólares ao ano. Além da alimentação, o autor envereda pela medicina preventiva, que inclui ginástica, vitaminas e terapias orientais. “A indústria do bem-estar é, portanto, universal e uma tendência”, afirma Pilzer.

 

Não faltará oportunidade para novos negócios. Uma visão mais holística começa a ser introduzida no processo produtivo e na decisão de compra do consumidor. Isso é um sinal de amadurecimento do ser humano tanto no âmbito físico como no espiritual, pois o respeito às leis da natureza começa a ser colocado em primeiro plano por aqueles que já perceberam que o respeito à vida é que será a base para um estilo de vida mais saudável, sustentável, socialmente justo e, quem sabe já pode começar a dizer, universal. 

Add comment Junho 6, 2008

Pense Verde

Principais reportagens e colunas publicadas pela Revista ÉPOCA sobre meio ambiente e ecologia.

Confira!

Add comment Junho 5, 2008

Dicas para se conseguir alimentos sem agrotóxicos

Um dos caminhos para diminuir uso de agrotóxicos passa pela cabeça dos consumidores: segundo cientistas, é preciso muito veneno para exibir a aparência que o consumidor exige na hora da compra.

Assista

Add comment Junho 3, 2008

Alimento orgânico ‘é melhor’ para saúde, indica pesquisa (BBC)

Alguns tipos de alimentos orgânicos são melhores para a saúde do que os convencionais, de acordo com os resultados preliminares de um estudo financiado pela União Européia.
Leia mais

Add comment Junho 1, 2008

Convencional, hidropônico ou orgânico – qual a melhor escolha para o bolso, para a saúde e para a natureza?

Estas opções ainda confundem tanto o consumidor como o próprio distribuidor. Nos supermercados, é comum ver produtos hidropônicos colocados ao lado de orgânicos e pessoas que ainda os consideram semelhantes. Também é possível perceber consumidores passando longe das gôndolas de orgânicos com medo de seus preços maiores.

 

por Gilmar Dall´Stella e Ana Cristina Stabelito

 

Quem desconhece a lógica do preço relativo pode realmente achar que o preço dos produtos orgânicos é maior (20 a 30%) do que dos convencionais. Mas é impossível comparar preço sem comparar a qualidade e não contabilizar a economia quando não se têm gastos com remédios e/ou hospitais (de tempo e de dinheiro). Sem contar que um produto saudável dá mais energia e disposição a quem o ingere. Olhando sob esse prisma, a diferença de valores entre um e outro fica infinitamente grande mesmo.   

 

Mas para comparar, é importante conhecer bem cada sistema. O convencional não requer grandes explicações, pois é do conhecimento geral que são usados adubos, fertilizantes e inseticidas químicos para combater pragas e aumentar a produção. No hidropônico, a produção é feita na água com a utilização de adubos químicos altamente solúveis, inseticidas, fungicidas e alto teor de nitrato, que poluem as águas em função dos elementos químicos residuais. Já a agricultura orgânica, que considera o solo como um organismo vivo, não utiliza agrotóxicos e, ao contrário da convencional que tenta controlar o mato com a utilização de herbicidas, considera-o como um amigo e o utiliza a seu favor. Conceitos bem distintos, que resultam em produtos extremamente diferenciados.

 

Uma diferença que a população já começa a perceber. Uma pesquisa de opinião pública, realizada pelo Instituto Gallup no município de São Paulo, mostrou que os compradores de legumes e verduras já têm consciência da toxicidade dos produtos cultivados com agrotóxicos e da dificuldade de produzi-los sem eles. Por isso, admitem pagar de 20 a 30% mais pelos produtos orgânicos.

 

Atualmente, uma das maiores preocupações do consumidor é saber se os produtos que utilizam fitossanitários – inseticidas, nematicidas, acaricidas, herbicidas, fungicidas etc. – estão contaminados com resíduos tóxicos que possam fazer mal à saúde. Assim, para garantir a qualidade dos alimentos e a saúde da população, o Ministério da Saúde exige que sejam realizadas análises minuciosas para detectar resíduos de produtos fitossanitários em todas as culturas agrícolas. Os testes toxicológicos realizados com o princípio ativo do produto objetivam determinar qual a quantidade que poderá ser ingerida pelas pessoas sem provocar qualquer tipo de dano à saúde (Ingestão Diária Aceitável – IDA).
 
 
 
 

 

A quantidade de resíduos de produtos nos alimentos é medida em partes por milhão (ppm). Exemplo:

  • quando o limite máximo de resíduos no alimento é estabelecido em 0,1 ppm, significa que para cada 1 milhão de gramas do alimento é permitido que se encontre no máximo 0,1 grama de resíduo do princípio ativo do produto fitossanitário.

 

Para se ter uma idéia de quanto representa 0,1 ppm é como se localizasse a décima parte de um milímetro numa régua com um quilômetro de extensão. Embora os alimentos sejam considerados seguros segundo estas referências, de acordo com a Organização Mundial de Saúde – OMS, as intoxicações agudas provocadas pela ingestão de agrotóxicos giram em torno de três milhões anuais, com 2,1 milhões de casos só nos países em desenvolvimento. O número de mortes atinge vinte mil no mundo – catorze mil nas nações do terceiro mundo. Mas os especialistas acreditam que os números reais devam ser ainda maiores devido à falta de documentação a respeito das intoxicações subagudas – causadas pela exposição moderada ou pequena a produtos de alta toxicidade, pelo aparecimento lento e pela sintomatologia subjetiva – e das intoxicações crônicas, que requerem meses ou anos de exposição e, tardiamente, revelam danos como neoplasias.

 

Em agosto de 2004, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística IBGE divulgou um relatório de indicadores de Desenvolvimento Sustentável, que revelou que o uso de agrotóxico no país cresceu 22%, indo de 2,3 kg/ha para 2,8 kg/ha. O Brasil está entre os seus maiores usuários, perdendo apenas para a Holanda, a Bélgica, a Itália, a Grécia, a Alemanha, a França e a Inglaterra, segundo dados do Sindicato Nacional das Indústrias de Defensivos Agrícolas SINDAG.

 

Em 1999, dados significativos do Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas SINITOX, da Fundação Oswaldo Cruz FIOCRUZ, acusavam os agrotóxicos de serem responsáveis por 10% dos casos de intoxicações registrados pelo órgão, atingindo 6.710 pessoas. A porcentagem era inferior apenas às intoxicações medicamentosas, com 18.824 casos (28% do total). No ano 2000, o número subiu para 7.914 casos 11% em relação ao total de intoxicações – e resultou em 149 mortes. Atualmente, estima-se que cinco mil trabalhadores morram ao ano no Brasil, vítimas de agrotóxicos.

 

O consumidor impõe as regras do mercado quando opta pelo produto orgânico ou convencional. Por isso, a meta dos produtores eticamente conscientes é aumentar o número de consumidores também conscientes sobre a real importância dos alimentos verdadeiramente saudáveis, que promovem a saúde humana (preserva inclusive a do agricultor) e respeitam o meio ambiente.

 

As estatísticas atuais são positivas e otimistas. O presidente da International Federation of Organic Agriculture Movements IFOAM, Gunnar Rundgren, estima que, nos dias de hoje, o mercado agrícola orgânico movimenta de US$ 23 a 25 bilhões de dólares, podendo alcançar nos países desenvolvidos de 29 a 31 bilhões de dólares, com uma taxa anual de crescimento (estável há vinte anos) de 10 a 20%. Rundgren também afirma que na Alemanha cerca de 70% do mercado de ‘baby food’ já é orgânico, devendo chegar a 80 ou 90% em breve, o que demonstra a preocupação dos pais com a saúde de seus filhos.

 

O hábito de consumir alimentos orgânicos pode ser adotado gradativamente. Se cada família começar a introduzir uma pequena porcentagem de produtos orgânicos nas suas refeições, além do custo superior de 20 a 30% não pesar no orçamento doméstico, esse consumo estimulará o crescimento da produção e resultará numa crescente redução de preços.

Add comment Maio 13, 2008

Cidade sustentável e uma vida mais saudável

Nossos descendentes dependem de uma decisão e ações imediatas nossas. Não dá mais para cruzar os braços e ficar vendo a poluição contaminar a atmosfera terrestre e o pulmão humano devido à insensatez e o descaso de quem acha que não tem nada a ver com isso. Todos têm responsabilidade e todos podem contribuir. Basta ter coragem para querer.

 

Por Gilmar Dall´Stella e Ana Cristina Stabelito

 

No século 18, a população humana atingia 900 milhões de pessoas. No século 20, este número passou de 1,5 para 5 bilhões de pessoas. E neste século 21, de 6 bilhões atuais está caminhando para mais de 10 bilhões de seres humanos.

 

Mais gente quer dizer maior urbanização. No Brasil, por exemplo, foi no século passado que o país mais se urbanizou. A evolução do crescimento da população urbana, conforme a tabela abaixo, é bastante significativa. Segundo estimativas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), somos quase 170 milhões de brasileiros e chegamos ao ano 2000, com 81,2% da população brasileira morando em áreas urbanas e 18,8% vivendo em áreas rurais. Ao contrário do que acontecia na década de 50, quando 63,8% viviam no campo e 36,2% nas cidades.

 

CRESCIMENTO DA POPULAÇÃO URBANA NO BRASIL

ano

população

percentual

nº de municípios

2000

137.755.550

81,2

5.507

1990

110.875.826

75,5

4.491

1980

82.013.375

67,7

3.991

1970

52.904.744

56,0

3.952

1960

32.004.871

45,1

2.766

1950

18.782.891

36,2

1.889

Fonte: Censos Demográficos IBGE

 

No mundo, a urbanização varia na casa dos 80% a 90% da população. Estudos revelam que a elevada capacidade de absorção de calor de superfícies urbanas como o asfalto, as paredes de tijolo ou concreto, as telhas de barro ou de amianto, a falta de áreas revestidas de vegetação, a impermeabilização dos solos pelo calçamento e o desvio da água por bueiros e galerias – que reduzem o processo de evaporação –, a concentração de edifícios – que interfere na circulação dos ventos –, a poluição da atmosfera – responsável pela retenção da radiação do calor, causando o aquecimento da atmosfera (efeito estufa) –, a utilização de energia pelos veículos de combustão interna, pelas residências e pelas indústrias, aumentando o aquecimento da atmosfera, tem sido uma das principais causas de chuva ácida que, por sua vez, traz sérios prejuízos à saúde humana, aumenta a acidez dos lagos, faz clareiras – matando árvores e provocando o desmatamento e a destruição de florestas – e prejudica a agricultura – contaminando e enfraquecendo o solo.  

Um resumo da Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento colocou em foco questões como o desenvolvimento sustentável, o combate à pobreza, a mudança de padrões de consumo, a promoção da saúde, a proteção da atmosfera, o uso de recursos do solo, o combate ao desmatamento, a detenção da expansão dos desertos, a proteção de ecossistemas, a diversidade biológica, o lixo sólido, os rejeitos radioativos.

 

Diante deste cenário, emerge uma nova consciência e ações concretas para o surgimento, pode-se assim dizer, de cidades sustentáveis. A arborização urbana é um exemplo. Ela, que exerce função ecológica melhoria do ambiente urbano e estética de embelezamento das vias públicas e, conseqüentemente, da cidade tem se tornado pauta de discussões municipais com a finalidade de revitalizar as cidades.

As árvores trazem contribuições significativas para a melhoria da qualidade do ambiente urbano. Algumas delas são citadas a seguir:

a.     a purificação do ar pela fixação de poeiras e gases tóxicos e pela reciclagem de gases através dos mecanismos fotossintéticos;

b.     a melhoria do microclima da cidade, pela retenção de umidade do solo e do ar e pela geração de sombra, evitando que os raios solares incidam diretamente sobre as pessoas;

c.     a redução na velocidade do vento;

d.     a influência no balanço hídrico, favorecendo infiltração da água no solo e provocando uma evapo-transpiração mais lenta;

e.     o abrigo à fauna, propiciando uma variedade maior de espécies, conseqüentemente influenciando positivamente para um maior equilíbrio das cadeias alimentares e diminuição de pragas e agentes vetores de doenças; e

f.      o amortecimento de ruídos.

A poluição dos veículos, responsável por 13% das emissões de gás carbônico, que aquecem o planeta, é outro resultado da desenfreada urbanização. Mas fontes alternativas de combustíveis já estão sendo implementadas em alguns países, podendo-se afirmar que estamos no início da Era Pós-Petróleo.

 

A futura tecnologia dos veículos será limpa e, mais importante, renovável. Para o professor Luiz Pereira Ramos, do Centro de Pesquisa em Química Aplicada do Departamento de Química da Universidade Federal do Paraná (UFPR) existem mais vantagens no biodiesel em relação a outros combustíveis alternativos, principalmente por sua aplicabilidade. Ele pode ser implantado rapidamente, sem a necessidade de qualquer atualização tecnológica ou ajuste do motor que equipa o setor de transportes coletivos, cargas e insumos. Também na opinião do pesquisador da Unicamp, a tecnologia do biodiesel tem vantagens que não se limitam às questões ambientais: ele pode desenvolver atividades agrícolas em regiões que hoje não têm nada.

 

Uma recente publicação na revista Época (nº 450, de janeiro de 2007) mostrou a reforma que o biólogo César Pegoraro e sua mulher, Fabiana Lobo, fizeram em sua casa para gastar menos recursos do planeta, abrindo clarabóias no teto para melhor usar a luz natural. A matéria também destacou que, em 2006, mais de 100 mil novas residências instalaram aquecimento solar para chuveiro, piscina e sauna, alcançando ainda uma redução de custo na ordem de 20% a 25%.

 

Em recente entrevista a Jorge Pontual, do Rio Caney Fork, no Tennessee  o ex-vice-presidente de Bill Clinton (EUA), Al Gore, falou sobre seu filme “Uma Verdade Inconveniente”, que retrata a visão dos cientistas sobre as reais condições ambientais do planeta, e destacou pontos importantes sobre as ações individuais, governamentais e não-governamentais para uma reversão do cenário atual.

 

Concluindo: cada um de nós tem sua responsabilidade, sua parcela de contribuição, sua missão para a criação de um mundo mais saudável e justo. Não dá mais para se viver inerte à realidade, esperando que as coisas mudem, que os outros mudem estas mesmas coisas que, por ilusão, imagina-se não terem a mínima relação conosco. E elas estão cada vez mais próximas de nós, por mais distante que muitos ainda acreditem estar. Por isso, é preciso se conscientizar deste contexto e saber como agir de forma natural ou antinatural. Seja em casa, no transporte, no ambiente de trabalho ou onde quer que seja, nossas ações influenciam os nossos destinos. Mais do que isso: elas influenciam os destinos de nossos filhos e netos, das nossas futuras gerações.

 

Pensar sobre isso é urgente – uma rápida e eficaz avaliação sobre os hábitos de vida. Mas agir é fundamental se quisermos perpetuar a raça humana.

Add comment Maio 13, 2008

Alimentos orgânicos preservam o meio ambiente

Mais do que se alimentar melhor – e, com isso, prevenir uma série incalculável de doenças –, consumir alimentos sem a adição de agrotóxicos significa preservar o meio ambiente: mantendo o solo saudável, sem contaminá-lo quimicamente; eliminando a poluição atmosférica, dos rios e das nascentes (pois não adultera a composição dos lençóis freáticos).

 

por Gilmar Dall´Stella e Ana Cristina Stabelito

 

A preocupação em juntar bens e um patrimônio sólido para deixar de herança para filhos e netos está no topo dos valores da família. Mas muitos se esquecem de pensar sobre a situação do planeta quando seus filhos e netos herdarem a “fortuna de uma vida”. Porque de nada adiantará ter tudo isso se houver escassez de alimentos saudáveis, se o ar estiver contaminado por um número excessivo de elementos químicos nocivos à saúde humana, se o sujeito estiver exposto a catástrofes naturais que nos assustam a cada dia em vários locais do planeta.

 

Adiar a responsabilidade ambiental para futuras gerações é esquecer de que a poluição do solo, dos rios, dos mares e do ar hoje, se tornará o mundo pobre e doente de amanhã. A poluição possibilita o aparecimento de doenças e má formações congênitas e a maior ingestão de alimentos infestados de elementos químicos torna o homem vulnerável a doenças “novas”.

 

É comum ouvir que antigamente não existiam tantas doenças como atualmente, que o organismo deixou de produzir tal hormônio (e que agora precisa dos sintéticos, produzidos em laboratório), que o estresse está minando a energia, principalmente nos grandes centros urbanos. Não há dúvidas de que isso esteja mesmo ocorrendo, mas alguém já parou para pensar por quê?

 

Esta reflexão é urgente, pois as geleiras já estão em processo de derretimento (as tsunamis, os tornados, os terremotos que estão ocorrendo são um exemplo real), a temperatura global também está aumentando.

 

Nos últimos 30 anos, 55% das populações de espécies tropicais desapareceram por causa da conversão de habitats naturais em lavouras e pastagens. No mesmo período, as populações de espécies de água doce analisadas sofreram uma redução de 30%. “O ritmo de consumo dos recursos naturais disponíveis supera a capacidade de recuperação da Terra. O grande desafio é aumentar a qualidade de vida e reduzir o impacto sobre o meio ambiente”, afirma Denise Hamú, secretária-geral do WWF-Brasil.” 

 

O aumento de gases causadores do efeito estufa resultante do uso de combustíveis fósseis foi o item que mais cresceu mundialmente: mais de nove vezes entre 1961 e 2003. Em muitos casos, os piores impactos ambientais da agricultura são invisíveis aos olhos da população, dos consumidores e dos próprios agricultores, ao contrário do que ocorre em uma fábrica ou uma mineradora mas a agricultura responsável por (26%), a pecuária (29%) e os usos florestais (21%) são os principais contribuintes para as emissões dos gases causadores do efeito estufa. As pressões, como o desmatamento, sobre os ecossistemas são enormes.

 

Considerando que os agroecossistemas estão distribuídos em todas as regiões do planeta e podem suprir a alimentação do homem e dos animais domésticos, é importante compatibilizar a produção de alimentos, fibras e energia com a conservação de recursos naturais, o bem-estar dos trabalhadores rurais e a saúde humana e animal, num processo de sustentabilidade de todo o sistema, preservando-o para futuras gerações. Para atingir esta meta, é importante que o agricultor esteja bastante preparado e, também, consciente de sua função social. Este é um processo que envolve uma mudança cultural de longo prazo.

 

Num primeiro instante, a responsabilidade pode parecer somente do agricultor, mas fazendo uma reflexão mais profunda, a responsabilidade é muito maior do consumidor. Se aumentar o número de consumidores conscientes, aumentará a demanda pelos produtos orgânicos e, naturalmente, haverá um incentivo para o aumento da produção. Com o aumento da quantidade e variedade de produtos orgânicos, in natura e processados certamente teremos um resultado positivo para o meio ambiente.

 

Uma agricultura mais justa, saudável e viável. O sistema de produção agrícola orgânico procura minimizar o impacto ambiental decorrente da eliminação dos agrotóxicos e de quaisquer adubos minerais de alta solubilidade. Além disso, recorre ao manejo das culturas a fim de atingir a otimização da produção. Trata-se, assim, de produzir alimentos de alta qualidade sem qualquer resíduo tóxico, com maior qualidade nutricional e biológica. Sustentabilidade é a proposta, ou seja, uma produção ambientalmente correta, socialmente justa, economicamente viável e saudável.

 

Add comment Maio 13, 2008


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